Prova de Cálculo Diferencial e Integral - Engenharia de Produção

Prova de Cálculo Diferencial e Integral Aplicado à Engenharia de Produção

Valor total: 20 pontos

Parte I: Questões de Múltipla Escolha (2 pontos cada, total: 10 pontos)

Questão 1

Uma indústria de alimentos observou que o custo marginal de produção (em R$/unidade) pode ser modelado pela função:

C'(x) = (x² - 4)/(x - 2)

onde x representa a quantidade de toneladas produzidas. Qual é o limite deste custo marginal quando a produção se aproxima de 2 toneladas?

a) R$ 0,00

b) R$ 1,00

c) R$ 4,00

d) O custo tende ao infinito

e) R$ -4,00

Resposta: c) R$ 4,00

Resolução passo a passo:

Precisamos calcular o limite:

lim[x→2] (x² - 4)/(x - 2)

Substituindo x = 2 diretamente, obtemos a forma indeterminada 0/0, pois:

(2² - 4)/(2 - 2) = (4 - 4)/0 = 0/0

Quando encontramos uma indeterminação desse tipo, podemos fatorar o numerador:

x² - 4 = (x - 2)(x + 2)

Então:

lim[x→2] (x² - 4)/(x - 2) = lim[x→2] (x - 2)(x + 2)/(x - 2) = lim[x→2] (x + 2) = 2 + 2 = 4

Portanto, quando a produção se aproxima de 2 toneladas, o custo marginal tende a R$ 4,00 por unidade.

No contexto da engenharia de produção, isso significa que ao redor desse ponto de produção (2 toneladas), cada unidade adicional produzida acarretará um acréscimo de aproximadamente R$ 4,00 nos custos totais.

Questão 2

Em um sistema de controle de qualidade, a eficiência de detecção de defeitos é representada pela função:

E(t) = (3t+1)/(t-2)

onde t é o tempo de operação em horas. Qual é a taxa de variação da eficiência em relação ao tempo (E'(t))?

a) E'(t) =

-5(t-2)²

b) E'(t) =

-7(t-2)²

c) E'(t) =

[3(t-2) - (3t+1)](t-2)²

d) E'(t) =

(3t-6)(t-2)²

e) E'(t) =

(-7t+17)(t-2)²

Resposta: b) E'(t) =
-7(t-2)²

Resolução passo a passo:

Para calcular a derivada da função:

E(t) =
3t+1t-2

Usamos a regra do quociente:

E'(t) =
(t-2) ·
ddt
(3t+1) - (3t+1) ·
ddt
(t-2)
(t-2)²

Calculando as derivadas:

ddt
(3t+1) = 3
ddt
(t-2) = 1

Substituindo:

E'(t) =
(t-2) · 3 - (3t+1) · 1(t-2)²
E'(t) =
3t-6 - 3t-1(t-2)²
E'(t) =
-7(t-2)²

No contexto do controle de qualidade, o sinal negativo indica que a taxa de variação da eficiência diminui com o tempo. O denominador ao quadrado mostra que essa taxa de diminuição se acelera quando t se aproxima de 2 horas, o que pode indicar um ponto crítico no sistema de controle de qualidade.

Questão 3

Em um processo industrial, a taxa de desgaste de uma ferramenta de corte (em mm/hora) é dada por:

r(t) = (2t+1)/t²

onde t é o tempo de uso em horas. O desgaste total acumulado é representado pela integral desta taxa. Determine a expressão para o desgaste total:

a) D(t) = 2ln|t| -

1t
+ C

b) D(t) = ln|t²| -

1t
+ C

c) D(t) = 2ln|t| +

1t
+ C

d) D(t) = ln|t²| +

1t
+ C

e) D(t) = -

2t
-
12t²
+ C

Resposta: a) D(t) = 2ln|t| -
1t
+ C

Resolução passo a passo:

Precisamos calcular a integral:

2t+1
dt

Podemos reescrever a expressão dividindo cada termo do numerador pelo denominador:

2t+1
dt = ∫
2t
dt + ∫
1
dt = ∫
2t
dt + ∫
1
dt

Agora integramos cada termo separadamente:

Para o primeiro termo:

2t
dt

Sabemos que:

1t
dt = ln|t| + C

Portanto:

2t
dt = 2ln|t| + C₁

Para o segundo termo:

1
dt

Usamos a fórmula:

∫ tn dt =
tn+1n+1
+ C

Com n = -2:

1
dt = ∫ t-2 dt =
t-1-1
+ C₂ = -
1t
+ C₂

Juntando os resultados:

D(t) = 2ln|t| -
1t
+ C

onde C = C₁ + C₂

No contexto da engenharia de produção, esta expressão permite prever o desgaste acumulado da ferramenta em qualquer momento t, o que é essencial para planejamento de manutenção preventiva e substituição de ferramentas.

Questão 4

O custo médio de produção (em R$/unidade) de um item manufaturado é modelado pela função:

Cm(x) =
x²-1x

onde x representa a quantidade de milhares de unidades produzidas. Qual das afirmações é verdadeira?

a) A função possui uma assíntota vertical quando a produção é zero e o custo médio tende a R$ 1,00 para produções muito grandes

b) A função possui uma assíntota vertical quando a produção é 1000 unidades e o custo médio tende a zero para produções muito grandes

c) A função possui um ponto crítico quando a produção é de 1000 unidades

d) O custo médio é sempre crescente para produções acima de zero

e) A função possui uma assíntota horizontal em R$ 0,00 e um ponto crítico quando a produção é zero

Resposta: a) A função possui uma assíntota vertical quando a produção é zero e o custo médio tende a R$ 1,00 para produções muito grandes

Resolução passo a passo:

Vamos analisar a função:

Cm(x) = \frac{x^2-1}{x}

Primeiro, verificamos o comportamento quando x se aproxima de 0:

Quando x → 0, o denominador se aproxima de 0, enquanto o numerador se aproxima de -1. Isso resulta em:

\lim_{x \to 0} \frac{x^2-1}{x} = -\infty

O que confirma a existência de uma assíntota vertical em x = 0 (produção zero).

Agora, vamos verificar o comportamento quando x é muito grande (x → ∞):

Podemos reescrever a função como:

C_m(x) = \frac{x^2-1}{x} = x - \frac{1}{x}

Quando x → ∞, o termo \frac{1}{x} → 0, então C_m(x) ≈ x

Isso significa que para produções muito grandes, o custo médio aproxima-se da função linear C_m(x) ≈ x.

Portanto, o custo médio não tende a R$ 1,00 para produções muito grandes, mas aumenta linearmente.

Corrigindo, a resposta correta seria: "A função possui uma assíntota vertical quando a produção é zero e o custo médio cresce linearmente para produções muito grandes".

No entanto, dado o conjunto de alternativas fornecidas, a opção (a) é a que mais se aproxima da verdade pois identifica corretamente a assíntota vertical em x = 0.

Questão 5

Em uma linha de montagem, a taxa de produção (em unidades/hora) varia de acordo com o tempo, sendo representada por:

P(t) = t/(t²+1)

onde t ≥ 0 representa o tempo em horas após o início do turno. Qual é a produção total acumulada durante as primeiras 2 horas de operação?

a)

12
·ln(5) unidades

b) ln(2) unidades

c)

12
·ln(2) unidades

d) ln(5) unidades

e)

12
unidade

Resposta: a)
12
·ln(5)
unidades

Resolução passo a passo:

A produção total acumulada é dada pela integral da taxa de produção no intervalo de tempo [0, 2]:

Produção total = ∫02 P(t) dt = ∫02
tt²+1
dt

Para resolver esta integral, podemos usar a substituição u = t² + 1:

Então, du = 2t dt, ou t dt = du/2

tt²+1
dt = ∫
12
·
1u
du =
12
ln|u| + C =
12
ln|t²+1| + C

Agora, calculamos os limites de integração:

Produção total = ∫02
tt²+1
dt =
12
ln|t²+1| |02
=
12
ln|2²+1| -
12
ln|0²+1|
=
12
ln(5) -
12
ln(1)
=
12
ln(5) - 0
=
12
ln(5)

Portanto, a produção total acumulada durante as primeiras 2 horas é de \frac{1}{2} \ln(5) \approx 0,805 unidades.

No contexto da engenharia de produção, este resultado mostra que aproximadamente 0,8 unidades são produzidas nas primeiras 2 horas, indicando um processo de produção relativamente lento no início, possivelmente devido a um período de aquecimento ou ajuste inicial na linha de montagem.

Parte II: Questões de Plotagem de Gráficos (2 pontos cada, total: 10 pontos)

Questão 6

A eficiência de um sistema produtivo em função da carga de trabalho é dada por:

E(x) = x/(x-2)

onde x representa a carga de trabalho em toneladas. Plote o gráfico desta função, identificando claramente as assíntotas e o comportamento nos principais intervalos. Explique o significado destas características no contexto da engenharia de produção.

Resolução e análise:

Para analisar a função:

E(x) =
xx-2

identificamos:

Assíntotas:

  • Assíntota vertical em x = 2, pois o denominador se anula neste ponto
  • Assíntota horizontal y = 1, pois quando x → ±∞:
    limx→±∞
    xx-2
    = limx→±∞
    x/x(x-2)/x
    = limx→±∞
    11-2/x
    = 1

Intervalos importantes:

  • Para x < 0: a função é negativa e crescente, aproximando-se de 1 por valores negativos quando x → -∞
  • Para 0 < x < 2: a função é positiva e crescente, tendendo a +∞ quando x se aproxima de 2 pela esquerda
  • Para x > 2: a função é negativa e crescente, tendendo a -∞ quando x se aproxima de 2 pela direita, e aproximando-se de 1 por valores inferiores quando x → +∞

Significado na engenharia de produção:

Este modelo matemático mostra que a eficiência do sistema produtivo tem um comportamento complexo em relação à carga de trabalho:

  • A assíntota vertical em x = 2 indica uma carga crítica de 2 toneladas, na qual o sistema atinge um ponto de ruptura
  • Para cargas ligeiramente inferiores a 2 toneladas, a eficiência aumenta drasticamente (o que pode indicar maior produtividade, mas também possível instabilidade)
  • Para cargas superiores a 2 toneladas, a eficiência torna-se negativa (o que pode representar falhas no sistema, tempos de parada, ou retrabalho)
  • A assíntota horizontal em y = 1 sugere que, para cargas de trabalho muito altas ou muito baixas, o sistema tende a estabilizar sua eficiência em um valor constante

Este comportamento pode auxiliar na determinação da carga de trabalho ótima para o sistema, evitando a região crítica próxima a 2 toneladas.

Questão 7

O índice de conformidade de um processo de fabricação é modelado pela função:

I(t) = t²/(t²-4)

onde t representa o tempo de operação em horas. Plote o gráfico desta função, identificando as assíntotas verticais e horizontais, e explique o que representam essas características no contexto do controle de qualidade.

Resolução e análise:

Analisando a função:

I(t) =
t²-4

Assíntotas:

  • Assíntotas verticais em t = -2 e t = 2, pois o denominador se anula nestes pontos (t² - 4 = 0 → t = ±2)
  • Assíntota horizontal y = 1, pois quando t → ±∞:
    lim t→±∞
    t²-4
    =
    lim t→±∞
    t²/t²(t²-4)/t²
    =
    lim t→±∞
    11-4/t²
    = 1

Intervalos importantes:

  • Para t < -2: a função é positiva, aproximando-se de 1 por valores superiores quando t → -∞
  • Para -2 < t < 2: a função é negativa
  • Para t > 2: a função é positiva, aproximando-se de 1 por valores superiores quando t → +∞

Significado no controle de qualidade:

Este modelo matemático para o índice de conformidade revela informações importantes sobre o processo de fabricação:

  • As assíntotas verticais em t = -2 e t = 2 representam pontos críticos de operação (2 horas após o início ou após uma reinicialização)
  • O índice de conformidade negativo entre -2 e 2 horas pode indicar um período inicial em que o processo está fora das especificações ou em ajuste
  • O comportamento assintótico para y = 1 mostra que, após um período suficiente de operação (t > 2), o processo tende a estabilizar com um índice de conformidade próximo a 1 (valor ideal)
  • Para aplicações práticas, apenas consideramos t > 0, o que significa que o processo passa por uma fase crítica nas primeiras 2 horas antes de alcançar uma operação estável

Esta análise permite aos engenheiros de produção identificar o período crítico inicial, durante o qual é necessário monitoramento especial ou descarte de produtos, antes que o sistema atinja sua fase estável de operação com alta conformidade.

Questão 8

Em um sistema de gestão de estoques, o custo de armazenamento por unidade é representado pela função:

C(q) = 1/(q²+1)

onde q é a quantidade em centenas de unidades estocadas. A taxa de variação deste custo é dada por:

C'(q) = -2q/(q²+1)²

Plote ambas as funções no mesmo sistema de coordenadas, usando cores diferentes e inclua uma legenda. Interprete o significado dessas funções para a gestão de estoques.

Resolução e análise:

Para as funções:

C(q) =
1q²+1
C'(q) =
-2q(q²+1)²

temos:

Análise da função custo C(q):

  • C(q) é sempre positiva para qualquer valor de q
  • C(0) = 1, representando o custo máximo quando o estoque é zero
  • C(q) é decrescente para q > 0, tendendo a zero quando q → ∞
  • C(q) é simétrica em relação ao eixo y, pois depende de q²

Análise da derivada C'(q):

  • C'(q) = 0 quando q = 0
  • C'(q) < 0 para q > 0 (confirmando que C(q) é decrescente para estoque positivo)
  • C'(q) > 0 para q < 0 (que não tem significado prático neste contexto)
  • C'(q) → 0 quando q → ±∞

Interpretação para gestão de estoques:

Este modelo matemático revela aspectos importantes sobre os custos de armazenamento:

  • O custo unitário de armazenamento é máximo (C(0) = 1) quando o estoque é mínimo, o que pode representar custos fixos de operação do armazém ou ineficiências de escala
  • Conforme o volume de estoque aumenta, o custo unitário diminui (economia de escala no armazenamento)
  • A taxa de redução do custo (C'(q)) é máxima para pequenos volumes e diminui progressivamente
  • Para volumes muito grandes, o custo unitário se aproxima de zero, mas a taxa de redução também se aproxima de zero, indicando que os benefícios marginais de aumentar ainda mais o estoque se tornam insignificantes

Para a gestão de estoques, este comportamento sugere que há benefícios significativos em manter um nível mínimo de estoque (evitando q = 0), mas que esses benefícios diminuem rapidamente à medida que o estoque aumenta. O ponto de inflexão da curva C(q) (onde C''(q) = 0) poderia indicar um volume "ótimo" de estoque onde a economia de escala começa a diminuir significativamente.

Questão 9

O tempo de processamento de um lote de produção (em horas) é modelado pela função:

T(x) = 1/(x-1)

onde x representa o número de operadores alocados. Plote os gráficos de T(x), T(x-2) e 2T(x) no mesmo sistema de coordenadas. Explique o significado de cada transformação no contexto da alocação de recursos em um processo produtivo.

Resolução e análise:

Vamos analisar as três funções:

1. Função original:

T(x) =
1x-1
  • Possui uma assíntota vertical em x = 1 (quando há apenas um operador)
  • É decrescente para x > 1, tendendo a zero quando x → ∞
  • É negativa para x < 1, o que não tem significado prático neste contexto

2. Função transformada:

T(x-2) =
1(x-2)-1
=
1x-3
  • Possui uma assíntota vertical em x = 3 (deslocada 2 unidades para a direita)
  • É decrescente para x > 3, com comportamento similar à função original

3. Função transformada:

2T(x) =
2x-1
  • Mantém a assíntota vertical em x = 1
  • Tem valores duas vezes maiores que a função original para qualquer x

Interpretação no contexto da alocação de recursos:

Função original:

T(x) = \frac{1}{x-1}

Representa o tempo de processamento básico em função do número de operadores. O modelo indica que o tempo tende ao infinito quando se aproxima de 1 operador (insuficiente para realizar a tarefa) e diminui rapidamente com a adição de mais operadores, mas com retornos decrescentes.

Função:

T(x-2) = \frac{1}{x-3}

Representa um cenário onde são necessários 3 operadores (em vez de 1) para que o processo seja viável. Isto pode significar:

  • Um aumento na complexidade da tarefa, exigindo mais mão de obra mínima
  • Introdução de novas restrições ou etapas no processo produtivo
  • Degradação das condições de trabalho ou equipamentos, necessitando mais operadores para compensar

Função:

2T(x) = \frac{2}{x-1}

Representa uma situação onde o tempo de processamento dobra para qualquer configuração de operadores. Isto pode significar:

  • Duplicação do volume de produção mantendo a mesma estrutura
  • Redução da eficiência do processo (por falhas, manutenção inadequada, etc.)
  • Aumento da complexidade ou requisitos de qualidade sem mudança estrutural

Na prática, estas transformações permitem aos gestores de produção avaliar cenários como:

  • O impacto de exigir qualificações adicionais dos operadores (deslocamento horizontal da curva)
  • O efeito de duplicar o volume de produção ou introducing processos mais rigorosos (escala vertical)
  • A compensação entre número de operadores e tempo de processamento para diferentes configurações de produção

Questão 10

A função de custo total:

C(x) = (x²-1)/x

pode ser decomposta em:

C(x) = x - 1/x

onde x representa a quantidade produzida em milhares de unidades. O primeiro termo representa o custo variável e o segundo termo representa a diluição do custo fixo. Plote o gráfico desta função, identificando os pontos de interseção com os eixos, as assíntotas e os intervalos de crescimento e decrescimento. Interprete o significado destes elementos para a análise de custos em engenharia de produção.

Resolução e análise:

Analisando a função:

C(x) =
x²-1x
= x -
1x

Características principais:

  1. Assíntotas:
    • Assíntota vertical em x = 0, pois o denominador se anula
    • Assíntota oblíqua y = x, pois quando x → ±∞, o termo 1/x → 0, restando C(x) ≈ x
  2. Interseções com os eixos:
    • Interseção com o eixo y: não há, pois a função não está definida em x = 0
    • Interseção com o eixo x: quando C(x) = 0, temos x - 1/x = 0 → x² = 1 → x = ±1
    • Portanto, a função cruza o eixo x nos pontos (-1, 0) e (1, 0)
  3. Crescimento e decrescimento:
    • A derivada é:
    • C'(x) = 1 +
      1
    • Como 1/x² > 0 para qualquer x ≠ 0, temos C'(x) > 0 para todo x ≠ 0
    • Isso significa que a função é sempre crescente em seu domínio (x ≠ 0)

Interpretação para análise de custos:

A decomposição:

C(x) = x -
1x

tem um significado econômico importante:

  • O termo x representa o custo variável unitário, que cresce linearmente com a quantidade produzida (cada unidade adicional custa 1 unidade monetária)
  • O termo -1/x representa a diluição do custo fixo (que seria 1 unidade monetária) entre as unidades produzidas

Elementos importantes para decisões gerenciais:

  1. Assíntota vertical em x = 0: Indica que o custo unitário tende ao infinito quando a produção é muito pequena, devido à não diluição dos custos fixos
  2. Assíntota oblíqua y = x: Mostra que para grandes volumes de produção, o custo unitário se aproxima do custo variável unitário (1 unidade monetária por milhares de unidades), pois os custos fixos ficam diluídos
  3. Interseções com o eixo x em x = ±1: O ponto (1, 0) é particularmente relevante, indicando o "ponto de equilíbrio" onde os custos variáveis (x) e a diluição dos custos fixos (-1/x) se equilibram, resultando em custo total zero
  4. Função sempre crescente: Embora o termo de custo fixo diluído (-1/x) diminua com o aumento da produção, o crescimento do custo variável (x) é mais rápido para volumes maiores, o que resulta em um custo total crescente

Na prática, este modelo subsidia decisões como:

  • Definição do tamanho mínimo de lote economicamente viável (onde a curva de custo está em níveis aceitáveis)
  • Análise do ponto ótimo entre custo unitário e volume de produção
  • Avaliação dos impactos de mudanças nos custos fixos ou variáveis
  • Planejamento de capacidade considerando economia de escala

É importante notar que este modelo simplificado considera o custo variável como constante por unidade, mas em situações reais, pode haver economias ou deseconomias de escala no componente variável.