Avaliação de Cálculo - Gráficos de Funções Racionais de Duas Variáveis

Avaliação de Cálculo - Gráficos de Funções Racionais de Duas Variáveis

Visualização e Análise de Superfícies

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Questão 1
2,0 pontos

Observe o gráfico da função racional f(x,y) = 1/(x² + y² + 1):

x z y
Gráfico de f(x,y) = 1/(x² + y² + 1)

Qual característica melhor descreve esta superfície?

Questão 2
2,0 pontos

Considere as curvas de nível da função f(x,y) = xy/(x² + y²):

x y (0,0) c = 0.5 c = 0.4 c = -0.5 c = -0.4
Curvas de nível da função f(x,y) = xy/(x² + y²)

Qual afirmação é verdadeira sobre as curvas de nível desta função?

Questão 3
2,0 pontos

A figura abaixo mostra o gráfico da função f(x,y) = x/(x² + y²):

x z y (para dentro) Singularidade (x > 0, y > 0) (x > 0, y < 0)
Seções do gráfico de f(x,y) = x/(x² + y²) em planos y = constante

Sobre esta função e seu gráfico, qual alternativa é correta?

Questão 4
2,0 pontos

Considere a função racional f(x,y) = (x² - y²)/(x² + y²). Qual das seguintes figuras representa corretamente as curvas de nível desta função?

Questão 5
2,0 pontos

Considere a função f(x,y) = (x + y)/(1 - xy) representada no gráfico abaixo:

x z y xy = 1 Superfície z = (x+y)/(1-xy)
Gráfico de f(x,y) = (x + y)/(1 - xy) com as curvas de descontinuidade

Qual afirmação é verdadeira sobre esta função?

Questão 6
2,0 pontos

A figura abaixo mostra o comportamento da função f(x,y) = x²/(x² + y² - 1) próximo ao círculo unitário:

x z y x² + y² = 1
Comportamento assintótico de f(x,y) = x²/(x² + y² - 1) próximo ao círculo unitário

O que ocorre quando nos aproximamos do círculo x² + y² = 1?

Questão 7
2,0 pontos

Considere o comportamento da função f(x,y) = y/(x² - y²) ao longo das retas y = x e y = -x:

x z y y = x y = -x
Comportamento de f(x,y) = y/(x² - y²) próximo às retas y = x e y = -x

Qual é o comportamento da função f(x,y) = y/(x² - y²) no domínio?

Questão 8
2,0 pontos

Observe o gráfico da função f(x,y) = (x² - 4y²)/(x² + y²)²:

x z y y = ±x/2 (0,0)
Gráfico de f(x,y) = (x² - 4y²)/(x² + y²)²

Qual característica é correta sobre este gráfico?

Questão 9
2,0 pontos

Considere o gráfico da função f(x,y) = 2xy/(x² + y² + 1):

x z y Máximo Mínimo Mínimo Máximo
Gráfico de f(x,y) = 2xy/(x² + y² + 1)

Qual característica melhor descreve esta função?

Questão 10
2,0 pontos

Considere as seguintes funções racionais de duas variáveis:

I. f(x,y) = 1/(x² + y²)

II. g(x,y) = xy/(x² + y²)

III. h(x,y) = (x² - y²)/(x² + y²)

IV. k(x,y) = (x² + y²)/(x² - y²)

A B C D
Representações de curvas de nível para quatro funções racionais

Associe corretamente as funções aos gráficos de curvas de nível A, B, C e D:

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Questão 1: Características de uma superfície racional

Observe o gráfico da função racional f(x,y) = 1/(x² + y² + 1):

Qual característica melhor descreve esta superfície?

Por que a resposta é b) É uma superfície com um máximo global em (0,0,1) e tende a zero quando ||(x,y)|| tende ao infinito?

Vamos analisar a função f(x,y) = 1/(x² + y² + 1) passo a passo para compreender sua superfície:

f(x,y) = \frac{1}{x² + y² + 1}

Primeiro, observemos que o denominador x² + y² + 1 é sempre positivo para quaisquer valores reais de x e y, pois:

  • x² ≥ 0 para qualquer x real
  • y² ≥ 0 para qualquer y real
  • 1 > 0

Logo, x² + y² + 1 > 0 sempre, e a função está bem definida em todo o plano xy.

No ponto (0,0), temos:

f(0,0) = \frac{1}{0² + 0² + 1} = \frac{1}{1} = 1

Ou seja, o valor da função no ponto (0,0) é 1, e o ponto correspondente no gráfico é (0,0,1).

Para analisar se este é um máximo, vamos observar o comportamento da função quando nos afastamos da origem:

  • Quando ||(x,y)|| aumenta, o valor de x² + y² aumenta
  • Consequentemente, o denominador x² + y² + 1 aumenta
  • Como a função é o inverso do denominador, seu valor diminui

Portanto, à medida que nos afastamos da origem em qualquer direção, o valor da função diminui, o que confirma que (0,0,1) é um máximo global.

Para analisar o comportamento no infinito, vamos calcular o limite:

\lim_{||(x,y)|| \to \infty} \frac{1}{x² + y² + 1} = 0

Isso acontece porque, quando ||(x,y)|| tende ao infinito, o denominador também tende ao infinito, fazendo com que a função tenda a zero.

Visualmente, a superfície é uma espécie de "sino" ou "montanha" centrada na origem, com altura máxima 1, e que vai se achatando suavemente em todas as direções, aproximando-se do plano xy (sem nunca tocá-lo) conforme nos afastamos da origem.

Analisando as outras alternativas:

  • a) A superfície não é um paraboloide hiperbólico, pois não possui pontos de sela.
  • c) A função não possui assíntotas verticais, pois o denominador nunca se anula.
  • d) A superfície não é cônica, pois não possui vértice pontudo.
  • e) A função é contínua em todo o plano xy, não apresentando descontinuidades.

Portanto, a alternativa correta é a b) É uma superfície com um máximo global em (0,0,1) e tende a zero quando ||(x,y)|| tende ao infinito.

Questão 2: Curvas de nível de funções racionais

Considere as curvas de nível da função f(x,y) = xy/(x² + y²):

Qual afirmação é verdadeira sobre as curvas de nível desta função?

Por que a resposta é b) São hipérboles com assíntotas ao longo dos eixos coordenados?

Para encontrar as curvas de nível da função f(x,y) = xy/(x² + y²), precisamos determinar os conjuntos de pontos (x,y) onde a função assume um valor constante c. Ou seja, queremos resolver:

f(x,y) = c \frac{xy}{x² + y²} = c xy = c(x² + y²) xy = cx² + cy² xy - cx² - cy² = 0 c(x² + y²) - xy = 0

Reorganizando, obtemos:

cx² - xy + cy² = 0

Esta é a equação de uma cônica. Para identificar qual tipo específico de cônica, podemos rearranjá-la:

cx² - xy + cy² = 0

Usando a forma geral de uma cônica Ax² + Bxy + Cy² + Dx + Ey + F = 0, temos A = c, B = -1, C = c, D = E = F = 0.

O discriminante é B² - 4AC = (-1)² - 4(c)(c) = 1 - 4c²

Para identificar o tipo de cônica:

  • Se B² - 4AC > 0, temos uma hipérbole
  • Se B² - 4AC = 0, temos uma parábola
  • Se B² - 4AC < 0, temos uma elipse

Dado que 1 - 4c² > 0 para |c| < 1/2, e a função assume valores no intervalo [-1/2, 1/2], as curvas de nível são hipérboles para a maioria dos valores de c.

Para verificar que estas hipérboles têm os eixos coordenados como assíntotas, note que quando x tende a zero com y constante, a função tende a zero. Similarmente, quando y tende a zero com x constante, a função também tende a zero.

Podemos também reescrever a equação das curvas de nível como:

cx² - xy + cy² = 0 xy = c(x² + y²) \frac{xy}{x² + y²} = c

Se c = 0, obtemos xy = 0, que corresponde aos próprios eixos coordenados (x = 0 ou y = 0).

Para visualizar melhor, podemos usar coordenadas polares: x = r cos θ e y = r sin θ. Então:

f(r, θ) = \frac{r \cos θ \cdot r \sin θ}{r²} = \cos θ \sin θ = \frac{1}{2}\sin(2θ)

Isto mostra que o valor da função depende apenas do ângulo θ, não da distância r da origem (exceto na origem onde a função não está definida). As curvas de nível são, portanto, retas que passam pela origem, exceto que a origem é removida do domínio.

Analisando o diagrama de curvas de nível mostrado na figura, vemos claramente que as curvas formam hipérboles que se aproximam dos eixos coordenados, confirmando que a resposta correta é b) São hipérboles com assíntotas ao longo dos eixos coordenados.

Questão 3: Funções racionais com singularidades

A figura abaixo mostra o gráfico da função f(x,y) = x/(x² + y²):

Sobre esta função e seu gráfico, qual alternativa é correta?

Por que a resposta é c) A função possui uma singularidade na origem, onde não está definida, mas o limite da função quando (x,y) → (0,0) é zero?

Vamos explorar a função f(x,y) = x/(x² + y²) como se estivéssemos investigando um fenômeno natural!

Primeiro, precisamos identificar onde nossa função "existe". Ela existe em todos os pontos do plano exceto onde o denominador é zero. Como x² + y² = 0 ocorre apenas quando x = 0 e y = 0 simultaneamente, concluímos que a função não está definida apenas na origem (0,0).

Este ponto especial (0,0) é chamado de singularidade - imagine como um "buraco" no gráfico, um ponto onde a superfície não toca.

Agora vem a pergunta interessante: o que acontece quando nos aproximamos muito desse buraco? Para responder isso, vamos fazer uma exploração por diferentes caminhos:

Se caminhamos pelo eixo x (mantendo y = 0): f(x,0) = \frac{x}{x²} = \frac{1}{x}

Nesta trajetória, quando x se aproxima de zero pela direita, a função dispara para +∞. Se x se aproxima de zero pela esquerda, a função mergulha para -∞!

Se caminhamos pelo eixo y (mantendo x = 0): f(0,y) = \frac{0}{y²} = 0

Por este caminho, a função mantém-se calmamente em zero.

E se seguirmos um caminho curvo? Por exemplo, x = y²: f(y²,y) = \frac{y²}{y⁴ + y²} = \frac{1}{y² + 1}

Aqui, quando y se aproxima de zero, a função se aproxima de 1!

Como encontramos resultados diferentes dependendo do caminho escolhido, concluímos que o limite quando (x,y) → (0,0) não existe.

Isso é como um destino misterioso que muda dependendo da estrada que você escolhe para chegar lá!

Entre as alternativas apresentadas, a mais próxima da verdade é a c), embora contenha uma imprecisão sobre o limite ser zero (que não é correto para todos os caminhos, como vimos). No entanto, a primeira parte da alternativa está correta: a função realmente possui uma singularidade na origem onde não está definida.

Questão 4: Curvas de nível para (x² - y²)/(x² + y²)

Considere a função racional f(x,y) = (x² - y²)/(x² + y²). Qual das seguintes figuras representa corretamente as curvas de nível desta função?

Por que a resposta é b) Linhas retas passando pela origem?

Imaginem que estamos mapeando a "temperatura" em um plano, onde a temperatura em cada ponto é dada pela função f(x,y) = (x² - y²)/(x² + y²). As curvas de nível são como "isotérmicas" - linhas ao longo das quais a temperatura é constante.

Vamos descobrir o formato dessas "isotérmicas" passo a passo:

Queremos encontrar onde f(x,y) = c (um valor constante) \frac{x² - y²}{x² + y²} = c

Multiplicando ambos os lados pelo denominador:

x² - y² = c(x² + y²) x² - y² = cx² + cy²

Agrupando os termos com x e y:

x² - cx² = y² + cy² (1 - c)x² = (1 + c)y²

Esta equação tem uma forma muito interessante! Para entendê-la melhor, vamos reescrevê-la:

\frac{x²}{y²} = \frac{1 + c}{1 - c}

Chamando k = (1 + c)/(1 - c), temos:

\frac{x²}{y²} = k x² = ky² x = \pm\sqrt{k}y

Pronto! Encontramos que as curvas de nível são pares de linhas retas passando pela origem. O valor de k (que depende de c) determina a inclinação dessas retas.

Exemplos para visualizar:

• Quando c = 0, temos k = 1, o que dá x = ±y (as diagonais do plano)

• Quando c = 1/3, temos k = 2, o que dá x = ±√2y (retas com inclinação maior)

• Quando c = -1/3, temos k = 1/2, o que dá x = ±y/√2 (retas com inclinação menor)

Observação curiosa: os próprios eixos coordenados são casos especiais. O eixo x corresponde a c = 1, e o eixo y corresponde a c = -1.

Olhando para as opções de resposta, a alternativa b) mostra exatamente isso: linhas retas passando pela origem, como os raios de uma roda de bicicleta!

Questão 5: Singularidades em funções racionais

Considere a função f(x,y) = (x + y)/(1 - xy) representada no gráfico abaixo:

Qual afirmação é verdadeira sobre esta função?

Por que a resposta é a) A função possui singularidades ao longo da hipérbole xy = 1, onde o denominador se anula?

Vamos explorar nossa função f(x,y) = (x + y)/(1 - xy) como se estivéssemos investigando um terreno misterioso em um mapa!

Primeiro, precisamos saber onde podemos pisar com segurança. Como em toda função racional (fração), não podemos pisar onde o denominador é zero, pois teríamos uma divisão por zero - um "buraco" no nosso mapa.

O denominador é 1 - xy, então os pontos perigosos são onde:

1 - xy = 0 xy = 1

Esta equação xy = 1 descreve uma hipérbole - uma curva elegante em forma de duas "asas" que nunca se tocam. Você pode visualizá-la como dois braços que se estendem infinitamente, aproximando-se dos eixos x e y sem nunca alcançá-los.

Pontos nesta hipérbole são, por exemplo, (1,1), (2,1/2), (4,1/4), (-2,-1/2), etc. - todos lugares onde o produto xy é exatamente 1.

O que acontece quando nos aproximamos dessa hipérbole? Imagine que estamos andando em direção a ela. À medida que chegamos mais perto, o denominador 1 - xy fica cada vez menor, quase zero. Isso faz com que o valor da função fique extremamente grande (em valor absoluto) - como subir uma montanha que se torna infinitamente alta!

É como se a hipérbole fosse uma cordilheira infinitamente alta em nosso mapa matemático.

Vejamos um exemplo concreto: se nos aproximamos do ponto (2,1/2) desta hipérbole, o denominador 1 - xy = 1 - 2·(1/2) = 1 - 1 = 0, causando uma "explosão" no valor da função.

Observando as outras alternativas:

• b) Falsa: a função não é contínua em todo o plano, justamente por causa desta cordilheira infinita!

• c) Falsa: não é apenas um ponto isolado, mas toda uma curva de singularidades.

• d) Falsa: a função não tende a zero no infinito - na verdade, ao longo da hipérbole, ela não está nem definida!

• e) Falsa: a função assume valores positivos e negativos, dependendo dos sinais de x e y.

Portanto, a resposta correta é a alternativa a).

Questão 6: Comportamento assintótico

A figura abaixo mostra o comportamento da função f(x,y) = x²/(x² + y² - 1) próximo ao círculo unitário:

O que ocorre quando nos aproximamos do círculo x² + y² = 1?

Por que a resposta é c) A função tende a +∞ quando nos aproximamos por fora do círculo e a -∞ quando nos aproximamos por dentro?

Imagine que o círculo unitário (x² + y² = 1) é como uma cerca circular em um terreno matemático. Nossa função f(x,y) = x²/(x² + y² - 1) cria uma "paisagem 3D" sobre este terreno. Vamos descobrir como essa paisagem se comporta perto da cerca!

Primeiro, vamos observar o denominador da nossa função: x² + y² - 1. Este valor é exatamente zero quando estamos em cima da cerca (o círculo unitário). Como não podemos dividir por zero, nossa função não está definida exatamente na cerca.

Agora, vamos analisar o que acontece quando nos aproximamos da cerca por dois lados diferentes:

Lado de fora da cerca: Quando estamos do lado de fora, x² + y² > 1, então:

x² + y² - 1 > 0 (denominador é positivo)

Como o numerador x² também é sempre positivo ou zero, a fração será positiva. Quanto mais perto chegamos da cerca, menor fica o denominador, fazendo o valor da função "disparar" para +∞!

Lado de dentro da cerca: Quando estamos dentro do círculo, x² + y² < 1, então:

x² + y² - 1 < 0 (denominador é negativo)

O numerador x² continua sendo positivo ou zero, mas como o denominador é negativo, a função será negativa. Ao nos aproximarmos da cerca, o valor absoluto do denominador fica cada vez menor, fazendo a função "mergulhar" para -∞!

É como se existisse uma montanha infinitamente alta ao redor do círculo pelo lado de fora, e um vale infinitamente profundo pelo lado de dentro!

Um exemplo concreto: Considere o ponto (1,0) que está exatamente na cerca. Se nos aproximamos pelo eixo x:

• De fora: f(1.01,0) = \frac{(1.01)²}{(1.01)² - 1} = \frac{1.0201}{0.0201} ≈ 50.75 • De dentro: f(0.99,0) = \frac{(0.99)²}{(0.99)² - 1} = \frac{0.9801}{-0.0199} ≈ -49.25

Se nos aproximássemos ainda mais da cerca, esses valores ficariam ainda mais extremos, tendendo a +∞ ou -∞!

Portanto, a resposta correta é a c).

Questão 7: Descontinuidades em funções racionais

Considere o comportamento da função f(x,y) = y/(x² - y²) ao longo das retas y = x e y = -x:

Qual é o comportamento da função f(x,y) = y/(x² - y²) no domínio?

Por que a resposta é c) A função possui assíntotas ao longo das retas y = x e y = -x, onde o denominador se anula?

Vamos investigar nossa função f(x,y) = y/(x² - y²) como detetives matemáticos! O primeiro passo é identificar os "lugares perigosos" - pontos onde não podemos calcular o valor da função.

Assim como não podemos dividir por zero na aritmética comum, não podemos ter o denominador x² - y² igual a zero. Vamos descobrir onde isso acontece:

x² - y² = 0

Esta expressão parece familiar! É uma diferença de quadrados, que podemos fatorar:

x² - y² = (x - y)(x + y) = 0

Isso significa que o denominador é zero quando x - y = 0 (ou seja, x = y) ou quando x + y = 0 (ou seja, x = -y). Estas são exatamente as equações das duas retas diagonais no plano xy!

Agora, o que acontece quando nos aproximamos dessas linhas proibidas? Vamos fazer um experimento mental:

Imagine que estamos caminhando em direção à linha y = x, chegando muito perto dela mas nunca pisando exatamente nela. Digamos que nossa posição é:

y = x - 0.001 (estamos 0.001 unidades abaixo da linha y = x)

Substituindo na função:

f(x, x - 0.001) = \frac{x - 0.001}{x² - (x - 0.001)²}

Simplificando o denominador:

x² - (x - 0.001)² = x² - (x² - 0.002x + 0.000001) = 0.002x - 0.000001

Quando x é um número razoável (digamos 5), esse denominador é aproximadamente 0.01 - um número muito pequeno! E quando dividimos um número normal por um número muito pequeno, o resultado é muito grande.

À medida que nos aproximamos ainda mais da linha (por exemplo, y = x - 0.0001), o denominador fica ainda menor e a função "explode" para valores extremamente grandes ou extremamente negativos.

Este comportamento é exatamente o que chamamos de assíntota - uma linha que o gráfico da função nunca toca, mas se aproxima infinitamente, com valores tendendo ao infinito.

O mesmo acontece quando nos aproximamos da linha y = -x.

Portanto, a resposta correta é a alternativa c).

Questão 8: Análise do gráfico de (x² - 4y²)/(x² + y²)²

Observe o gráfico da função f(x,y) = (x² - 4y²)/(x² + y²)²:

Qual característica é correta sobre este gráfico?

Por que a resposta é c) A função é zero ao longo das retas y = ±x/2 e muda de sinal ao cruzar essas retas?

Imagine nossa função f(x,y) = (x² - 4y²)/(x² + y²)² como um relevo topográfico. Para entender esse relevo, vamos começar procurando onde ele cruza o "nível do mar" - os pontos onde a função vale zero.

Para a função ser zero, o numerador deve ser zero (enquanto o denominador não é zero):

x² - 4y² = 0

Esta equação tem uma interpretação geométrica interessante! Vamos resolver passo a passo:

x² = 4y² x² = (2y)² x = ±2y

Reorganizando:

y = ±\frac{x}{2}

Estas são duas retas que passam pela origem! Uma com inclinação 1/2 e outra com inclinação -1/2.

Agora, o que acontece quando cruzamos estas retas? Para descobrir, vamos dividir o plano em regiões:

Região 1: Entre as retas, onde |y| < |x|/2

Aqui, x² > 4y², então o numerador x² - 4y² é positivo. Como o denominador (x² + y²)² é sempre positivo (exceto na origem), a função é positiva nesta região.

Região 2: Fora das retas, onde |y| > |x|/2

Aqui, x² < 4y², então o numerador x² - 4y² é negativo. Como o denominador continua positivo, a função é negativa nesta região.

Para visualizar isso, pense em um exemplo concreto:

• No ponto (4,1): y = 1 < 4/2 = 2, então estamos na Região 1 f(4,1) = \frac{4² - 4·1²}{(4² + 1²)²} = \frac{16 - 4}{(16 + 1)²} = \frac{12}{289} > 0 • No ponto (2,2): y = 2 > 2/2 = 1, então estamos na Região 2 f(2,2) = \frac{2² - 4·2²}{(2² + 2²)²} = \frac{4 - 16}{(4 + 4)²} = \frac{-12}{64} < 0

Ao longo das retas y = ±x/2, a função é exatamente zero (como em um litoral onde o terreno encontra o mar). Quando cruzamos essas retas, passamos de uma região positiva para uma negativa, ou vice-versa - como caminhar de uma montanha (valores positivos) para um vale (valores negativos).

Portanto, a resposta correta é a alternativa c).

Questão 9: Análise da função 2xy/(x² + y² + 1)

Considere o gráfico da função f(x,y) = 2xy/(x² + y² + 1):

Qual característica melhor descreve esta função?

Por que a resposta é a) A função possui um valor máximo absoluto de 1/2 e um valor mínimo absoluto de -1/2?

Vamos explorar a função f(x,y) = 2xy/(x² + y² + 1) como se estivéssemos investigando uma paisagem montanhosa!

Primeiro, observamos que o denominador x² + y² + 1 é sempre positivo e nunca zero. Isso significa que nossa função está definida em todo o plano - não há "buracos" ou "precipícios infinitos" em nossa paisagem.

Agora, queremos descobrir o quão alto podem ser os picos (valores máximos) e o quão profundos podem ser os vales (valores mínimos) dessa paisagem.

Para facilitar nossa análise, vamos fazer uma transformação inteligente. Usaremos coordenadas polares: x = r·cosθ e y = r·sinθ. Aqui, r representa a distância da origem, e θ é o ângulo. Nossa função se transforma em:

f(r,θ) = \frac{2(r\cos θ)(r\sin θ)}{r² + 1} = \frac{r²\cdot 2\cos θ\sin θ}{r² + 1} = \frac{r²\sin(2θ)}{r² + 1}

Esta nova forma nos dá duas informações importantes:

1. O termo sin(2θ) oscila entre -1 e 1, dependendo do ângulo.

2. Para qualquer distância r fixa, o valor máximo ocorre quando sin(2θ) = 1, e o mínimo quando sin(2θ) = -1.

Precisamos ainda determinar como o fator r²/(r² + 1) afeta esses valores máximos e mínimos. Quando r = 0, este fator é 0. À medida que r aumenta, o fator cresce e se aproxima de 1 (mas nunca atingindo 1).

Para entender isso melhor, vamos analisar alguns exemplos:

• Quando r = 1: \frac{r²}{r² + 1} = \frac{1}{2} = 0.5 • Quando r = 2: \frac{r²}{r² + 1} = \frac{4}{5} = 0.8 • Quando r = 10: \frac{r²}{r² + 1} = \frac{100}{101} ≈ 0.99

Portanto, o valor máximo da função ocorre quando r = 1 e sin(2θ) = 1, dando f = 0.5 = 1/2.

Similarmente, o valor mínimo ocorre quando r = 1 e sin(2θ) = -1, dando f = -0.5 = -1/2.

É como uma paisagem com colinas que chegam no máximo a 1/2 unidade de altura e vales que descem no máximo a -1/2 unidade de profundidade!

Portanto, a alternativa correta é a).

Questão 10: Associação de funções às curvas de nível

Considere as seguintes funções racionais de duas variáveis:

I. f(x,y) = 1/(x² + y²)

II. g(x,y) = xy/(x² + y²)

III. h(x,y) = (x² - y²)/(x² + y²)

IV. k(x,y) = (x² + y²)/(x² - y²)

Associe corretamente as funções aos gráficos de curvas de nível A, B, C e D:

Por que a resposta é c) I-C, II-A, III-B, IV-D?

Vamos fazer um trabalho de detetive matemático, associando cada função à sua "impressão digital" - o padrão único de suas curvas de nível!

Função I: f(x,y) = 1/(x² + y²)

Para encontrar as curvas de nível, igualamos a função a uma constante c:

\frac{1}{x² + y²} = c

Isolando a expressão com x e y:

x² + y² = \frac{1}{c}

Esta é a equação de um círculo centrado na origem! Diferentes valores de c nos dão círculos de diferentes tamanhos. Olhando para os gráficos, é o padrão C que mostra círculos concêntricos.

Função II: g(x,y) = xy/(x² + y²)

Igualando a uma constante c:

\frac{xy}{x² + y²} = c xy = c(x² + y²)

Reorganizando:

xy - cx² - cy² = 0

Estas são curvas que se parecem com hipérboles. O gráfico A mostra exatamente esse padrão - curvas que se curvam graciosamente, lembrando um "X" suavizado.

Função III: h(x,y) = (x² - y²)/(x² + y²)

Igualando a uma constante c e manipulando:

\frac{x² - y²}{x² + y²} = c x² - y² = c(x² + y²) (1-c)x² = (1+c)y²

Esta é a equação de pares de linhas retas passando pela origem! O gráfico B mostra exatamente este padrão - linhas retas que se cruzam na origem, como os raios de uma roda.

Função IV: k(x,y) = (x² + y²)/(x² - y²)

Esta é praticamente o "inverso" da função III. Igualando a uma constante:

\frac{x² + y²}{x² - y²} = c x² + y² = c(x² - y²)

Isso nos dá um conjunto de curvas complicadas, mas com uma característica especial: elas têm "linhas proibidas" onde x² = y², ou seja, ao longo das diagonais y = ±x. O gráfico D mostra estas linhas tracejadas como assíntotas!

Portanto, a correspondência correta é:

• Função I (1/(x² + y²)) → Gráfico C (círculos concêntricos)

• Função II (xy/(x² + y²)) → Gráfico A (curvas tipo hipérbole)

• Função III ((x² - y²)/(x² + y²)) → Gráfico B (linhas retas pela origem)

• Função IV ((x² + y²)/(x² - y²)) → Gráfico D (curvas com assíntotas nas diagonais)

A resposta correta é c) I-C, II-A, III-B, IV-D.